[INSIGHTCULTURALBRASIL] ARETHA FRANKLIN - A ETERNA RAINHA DO SOUL
Texto: Professor Willis Araújo
Revisão: Professor Mário Lima
Aretha Franklin foi dona de um timbre de voz inconfundível, não foi à toa que a cantora estadunidense, nascida em Memphis, no Tennessee e radicada em Detroit, Michigan, ficou conhecida ainda jovem como a "Rainha do Soul", no começo dos anos 1960, no início da carreira.
Filha de um pastor batista e uma cantora e pianista, Aretha nasceu em Tennessee, sul dos EUA, e com cinco anos sua família se estabeleceu em Detroit, onde o pai assumiu a pregação de uma igreja local.
Com uma voz potente e sermões cheios de emoção, C. L. Franklin, pai de Aretha, tornou-se famoso e sua casa passou a ser frequentada por importantes nomes da música e do ativismo negro, como Clara Ward, Sam Cooke e Martin Luther King Jr.
Foi nesse contexto que a cantora teria suas primeiras influências, cantando na igreja do pai, além de realizar performances e lançar singles desde os 12 anos. Quando completou 18 anos, passou a se dedicar à música pop, mudando-se para Nova York e assinando com a Columbia Records em 1961.
Com a gravadora e seu produtor, John Hammond, fazendo-a focar no jazz, o sucesso dos seus primeiros álbuns não foi o esperado. Apenas em 1967, agora na Atlantic Records e dedicando-se ao ritmo que a consagraria, os grandes hits vieram.
No ano de 1968, Aretha lançou "Lady Soul" e "Aretha Now", dois dos seus álbuns de maior sucesso. Além disso, nesse mesmo ano ganhou seus dois primeiros Grammys e debutou em palcos fora dos EUA.
Nos anos 1970, seu prestígio cresceu muito, com vários singles se destacando em listas de músicas mais ouvidas. Em 1972, em um retorno a música gospel, Aretha gravou o aclamado álbum ao vivo "Amazing Grace".
As duas décadas seguintes, nas quais assinou com a gravadora Artista Records, paradoxalmente, viram um declínio no seu sucesso ao mesmo tempo em que colecionou alguns dos momentos mais marcantes de sua carreira.
Entre eles a apresentação no Royal Albert Hall, em Londres, com a presença da Rainha Elizabeth, em 1980, e a performance de última hora no Grammy de 1998, substituindo o tenor Luciano Pavarotti e cantando "Nessum Dorma", quando recebeu uma ovação em pé de toda a plateia.
O Século XXI presenciou mais momentos históricos já no fim de sua vida e carreira, com a performance do hino nacional no Super Bowl no ano de 2006, a apresentação na cerimônia de posse do presidente Obama, em 2009 e a marca alcançada de cem músicas nas paradas de sucesso da Billboard de R&B/Hip-hop.
Desde 2010, Aretha começou uma batalha contra um câncer no pâncreas. Mesmo doente, continuou realizando shows e lançando novos álbuns. Em 13 de agosto de 2018, sua situação piorou drasticamente e foi hospitalizada. Três dias depois, em 16 de agosto, a Rainha do Soul morreu, aos 76 anos de idade.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FARBER, Jim. Fotografia da Cantora Aretha Franklin. Disponível em: <https://www.nytimes.com/2018/08/16/arts/music/aretha-franklin-dead-best-songs.html>. Acesso em: 25 mai. 2023.
WIKIPÉDIA, A Enciclopédia Livre. Biografia de Aretha Franklin. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Aretha_Franklin>. Acesso em: 25 mai. 2023.
TEIXEIRA, Zé Enrico. Biografia da Cantora Aretha Franklin. Disponível em: <https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/03/25/aretha-franklin-80-anos-rainha-do-souk.htm>. Acesso em: 25 mai. 2023.

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